Minha alma...


Chega a ser engraçado certas coisas que acontecem com a gente. Muitas vezes pensamos que temos consciência de tudo, de que sabemos e entendemos as coisas da vida e aquilo que acontece. Que dominamos certas situações, porém, eles se repetem. Ou melhor, nunca deixam de acontecer. Vira e mexe tenho momentos de introspecção, outros poderiam dizer que é depressão. Mas não é. Não é uma depressão de não sair de casa, não fazer as coisas que precisam ser feitas. O que falo que é engraçado é que, quando passa, eu sei de tudo como as coisas são. Entendeu? É como se alguém lhe desse um conselho e você ter consciência daquilo, não é novidade.


Tentarei expressar assim...

Você já encontrou a sua face refletida bem na sua frente... E essa imagem fosse o que você é e o que você queria ser... Que desde o começo a amizade e a cumplicidade fossem evidentes... Aquela pessoa que não sai da sua cabeça. Não porque você insiste em lembrar... Mas a lembrança espontânea que sempre chega nas horas impensadas... Que tem uma história longa, que já superaram e viveram grandes histórias e momentos... Que já tentou de toda a forma esquecer, mas sempre é lembrado... De conseguir sentir a dor do outro, quando está pedindo socorro... De trocar olhares de ternura e elas serem eternas... De entender o que o outro fala e encontrar o calor acolhedor naqueles braços. De tentar ver outros olhos e só encontrar o eco da batida do meu coração. De fechar os olhos e sempre ver a mesma imagem... Por mais filmes que você queira colocar na frente... De buscar viver outras histórias, para esquecer... Mas não é o suficiente para preencher a vida... De saber que a parte que me completa é a mesma que procura a minha, mas que teima em não aceitar. De ser o chão e as asas, a razão e a emoção. De ter que conviver com a distância por quatro vezes, e saber que não é assim que tem que ser. E sempre saber que a história vai continuar, querendo nós ou não... Por já saber que a vida é simples mas que teimamos em faze-la difícil... Que o rio corre sereno para o mar, e que assim também é a vida... Mas algo sempre teima em fazer com que fiquemos afastados. Como pode durar tanto e de forma tão intensa? Eu sei que cada momento vivido é um momento de evolução e de compreensão. Mas às vezes eu esqueço e caio. Sozinho... Tentando entender o que já entendo... Tentando aceitar o que não aceito... De ter tentado explicar para esta alma que não adianta fugir nem tentar esquecer. De que em certas horas da vida não consigo ser forte o suficiente pra encontrar os caminhos. E depois escutar tudo aquilo que falei, e tendo que aceitar a distância e a forma com que aconteceu. De ter que conviver com isso sabendo que não há como não acontecer de novo, o reencontro, o inevitável. Saber que nossa história é inseparável... Que vamos estar sempre juntos, querendo ou não... Eu queria colo... Eu queria parar o mundo e pedir pra descer... Eu queria viver eternamente com uma alma só... Mas ela é dividida e teimosa... Mas sabe que só existe um caminho... Mas continua teimando
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