Músicas, do repertória da vida...

...
Acho que você não percebeu
Que o meu sorriso era sincero
Sou tão cínico às vezes
O tempo todo estou tentando me defender
Digam o que disserem
O mal do século é a solidão
Cada um de nós imerso em sua própria arrogância
Esperando por um pouco de afeição
Hoje não estava nada bem
Mas a tempestade me distrai
Gosto dos pingos de chuva
Dos relâmpagos e dos trovões
Hoje à tarde foi um dia bom
Saí prá caminhar com meu pai
Conversamos sobre coisas da vida
E tivemos um momento de paz

É de noite que tudo faz sentido
No silêncio eu não ouço meus gritos
E o que disserem
Meu pai sempre esteve esperando por mim
E o que disserem
Minha mãe sempre esteve esperando por mim
E o que disserem
Meus verdadeiros amigos sempre esperaram por mim
E o que disserem
Agora meu filho espera por mim
Estamos vivendo
E o que disserem
Os nossos dias serão
Para sempre.
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Legião Urbana

Muita saudade...

De ficar abraçadinho, apertadinho, de te dar beijinho...
De ficar parado, quietinho, vendo seu sorriso...
Cantar as canções de sempre, eternamente, no seu ouvido...
Ai que saudade de vê-la e tê-la em meus braços...
Nem que seja por um minutinho...

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Ouvindo "Só hoje" - Jota Quest

Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê. Quem sente não é quem é. Atento ao que sou e vejo, torno-me eles e não eu. Cada meu sonho ou desejo é do que nasce e não meu. Sou minha própria paisagem; Assisto à minha passagem, diverso, móbil e só. Não sei sentir-me onde estou. Por isso, alheio, vou lendo como páginas, meu ser. O que segue não prevendo, o que passou a esquecer. Noto à margem do que li o que julguei que senti. Releio e digo : "Fui eu ?" Deus sabe, porque o escreveu. Fernando Pessoa

Algumas pessoas...

Aparecem em nossas vidas para reafirmar que fazemos diferença. Que somos especiais. Que podemos muito mais do que acreditamos.

O reinício...

Salve o nosso Pai Oxalá.
Obrigação de Anjo da Guarda.
Deitando com a lua e levantando com o sol.
Tudo de bom!!!

Que obra de "reconstrução" é essa?

HOJE: Rua Frei Estanislau Schaette, quase chegando na sinaleira da Escola Básica Municipal Alberto Stein. Uma máquina, tubos, buracos, uniforme da URB e um cavalete: "Trabalhando para reconstruir nossa cidade". Tem certeza que isso é obra de reconstrução? Não, não é. Mas eu deveria ter perguntado que obra é essa. Fiquei com dúvida de outra coisa.

Um dia de céu azul em Blumenau...


Debate ambiental

Hoje foi um dia daqueles, de reencontrar camaradas e fazer o bom debate. Um momento para discutir teses, posicionamentos políticos, reorganizar as idéias para enfrentarmos a dinâmica de nosso mundo real. E todos que estavam presentes tinham algo em comum: partiam de uma orientação marxista de entendimento de sociedade. Coube a mim a tarefa de fazer a abertura sobre o tema “Elementos para uma crítica sócio-ambiental radical”. O documento aponta para a reflexão que faço abaixo, que por sinal, é também a minha posição.
A partir da década de 70 a intelectualidade burguesa começa a se posicionar sobre o tema ambiental. Os debates fazem emergir uma onda de preocupações ambientais com contornos mundiais. Desde os pronunciamentos do Clube de Roma, passando pela Eco-92 e, mais recentemente, a Agenda 21, os ambientalistas e ecologistas apontam para a necessidade de atitudes radicais que garantam a sobrevivência de nossa geração e das futuras. E para isso, toda e qualquer iniciativa de governos que tenda à intervenção na natureza são imediatamente condenadas.
Penso que só podemos teorizar os problemas da seca no nordeste, por exemplo, se dermos um significado humano a ela. E se assim é, há razão de dizer que o problema deles não é de seca, mas de cerca. A raiz do problema está na apropriação privada da terra e dos recursos tecnológicos existentes. É muito fácil criticar e ser contra a transposição do Rio São Francisco pelo forte impacto ambiental que esta causará. Assim também na construção de usinas hidrelétricas. Mas estes mesmos intelectuais não se propõem a apontar soluções para os problemas de bilhões de seres humanos que não têm casa, transporte, comida, energia elétrica, água tratada e emprego. Necessidades básicas de todo ser humano. Não é justo que uma elite minoritária se utilize dos avanços tecnológicos, do supérfluo, da exploração desenfreada das riquezas naturais e da grande maioria da população mundial durante décadas, séculos, e queira que os trabalhadores, os famintos, os descamisados, os sem terra e teto, paguem a fatura. Antes de tudo, devemos perguntar à que se destina a construção de uma usina elétrica. A quem servirá a transposição do rio São Francisco, por exemplo. Os documentos apresentados por estes intelectuais apontam para a regressão tecnológica e do modo de vida. Durante anos, a elite branca do hemisfério norte - como citou Lula – explorou e espoliou os povos e os países do hemisfério sul. Se fossemos dar conta de construir casas para 1 bilhão de pessoas que não possuem moradia, precisaríamos construir 250 milhões de casa. Isso tem impacto na natureza. Tem sim. Se quiséssemos fazer o país crescer e gerar emprego, teríamos que aumentar nossa capacidade de produção de energia. O que quero dizer é que temos que ter a preocupação ambiental. Mas precisamos também resolver os problemas de nossa espécie - explorada e humilhada - que vive em condições precárias e/ou subumanas. Não é justo que este povo continue a pagar uma conta que não é deles, que não foram eles que produziram.
Qual a posição a ser tomada frente aos apelos dos ambientalistas – representantes dos interesses da burguesia, na sua maioria - e a constatação de que nosso planeta não suporta mais o atual estágio de degradação?
A solução para os problemas criados pela sociedade capitalista é a apropriação coletiva dos meios de produção e da produção gerada socialmente. As necessidades básicas de consumo da burguesia não são as mesmas da classe trabalhadora
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Eu acredito que é possível...


Bandeira...

Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio,
pra sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso seja lá o que isso for
Eu não quero aquele
Eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo acenando tchau
Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro,
se bem me lembro
O melhor futuro, este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o Tejo me escorrendo das mãos
Quero a Guanabara, quero o Rio Nilo
Quero tudo ter, estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo água e sal
Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida, vida, nova escora, zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
Se é assim
Quero sim
Acho que vim prá te ver

Zeca Baleiro

Propaganda da prefeitura

A prefeitura de Blumenau está empenhada em passar a percepção de que nossa cidade está sendo reconstruída. Passados pouco mais de sete meses da catástrofe de novembro de 2008, a cidade - como em todas as ocasiões do gênero – retoma sua vida. Mas os problemas de infra-estrutura, desta vez, estão à passos lentos. Mas a propaganda não.
Está em curso mais uma etapa da campanha publicitária do governo municipal. Nela, imagens mostram o antes e o depois.
O Governo Lula já depositou mais de R$ 92 milhões. O Governo do Estado pouco mais de R$ 20 milhões. E a prefeitura alega ter investido mais de R$ 28 milhões na reconstrução. Tenho minhas dúvidas. Muitas das obras e serviços são de manutenção da cidade. Precisam e devem ser executadas. Mas daí contabilizar como investimentos na reconstrução é forçar a amizade (que já não temos).

Veja as imagens abaixo. Servidores fazem a troca das flores e plantas do relógio da praça. O cavalete que deveria sinalizar “atenção”, “cuidado”, estamos em obras/manutenção” claro, contem propaganda, e não a indicação de segurança.
Mas a pergunta é simples: O relógio também foi atingindo pela catástrofe? Agora, em julho de 2009? É reconstrução?


Há algo de podre no reino da Dinamarca


Curiosidades numa caminhada em Itajaí...

Já faz alguns dias, fazendo o percurso de ida entre o apartamento da Miróca (no bairro Dom Bosco) e a Univali, alguns fatos me fizeram elocubrar sobre um possível post.
O primeiro fato: Perto do apartamento, existem três cavalos que, geralmente, ficam pelos terrenos baldios da redondeza. Um deles – este mesmo, da fotinho – estava no meio da rua, tranqüilo, sossegado. De repente, uma van escolar pára bruscamente na frente do eqüino. O motorista põe a cabeça para fora e solta um sonoro berro:
Eeiiiix. És um cavalo ou és um burro? Não tá vendo que tu tá no meio da rua, rapaz?
O pobre bicho ficou quase estático. Deu uma olhada ao seu redor. Com desdenho, eu acho. E deu apenas um passo ao lado. Permanecendo ali, no meio da rua. A van seguiu viagem. Assisti a cena - estava a menos de 50 metros do ocorrido - e não pude resistir. Fiz a foto. Enquanto registrava a imagem do quadrúpede fiz a pergunta: E aí cara? Afinal, és um cavalo, um burro ou um rapaz? Sei lá. Acho que ele entrou em crise existencial.


O segundo fato: Numa das esquinas, uma placa de logradouro público me chamou a atenção. Nela, expedicionário escrito com “S”. E - de novo - o dedinho coçou. Cliquei. É um bem público. Não deveria haver erros. E em Itajaí é fácil ouvir a pronúncia das palavras com a sonoridade puxada para o “X”. Se o camarada escrevesse como ele fala ficaria certo: táix tolo nego?


O terceiro: Duas esquinas à frente me deparei com outra imagem: 50 metros finais de um dos lados da rua não receberam a camada asfáltica. O nome da rua é Jacob Ardigó, mais conhecida como “rua da vala”. O que leva uma prefeitura a não executar a totalidade da obra? Por que deixar menos de 50 metros de um dos lados da rua sem asfalto? E a mania – do clique – continua...


Acho que a dúvida do cavalo é mais simples de resolver.

Travessuras...

Eu insisto em cantar
Diferente do que ouvi
Seja como for recomeçar
Nada mais há de vir
Me disseram que sonhar
Era ingênuo, é dai?
Nossa geração não quer sonhar
Pois que sonhe,
a que há de vir

Eu preciso é te provar
Que ainda sou o mesmo menino
Que não dorme a planejar, travessuras
E fez do som da tua risada um hino

Oswaldo Montenegro

Enfim, sábado...

Semana mais ou menos cheia. Entre
lua crescente,
tpm´s,
aulas,
flores,
mensagens,
idas e vindas.
Pensativo.
Taciturno.
Sozinho.
Mais observando que fazendo.
Sei lá.
Semana estranha.