Sobre a gripe do porco

Entre opiniões da mídia, dos amigos, dos colegas, dos conhecidos, tenho a sensação que a grande mídia tenta passar um estado de “Deus nos acuda” com a nova gripe A (H1N1).
Também tenho para os meus botões que é mais uma daquelas lendas do enigmático mundo científico, onde sonhos de novas descobertas e a fome de lucros e da acumulação de riquezas andam desproporcionalmente juntas, pendendo muito mais para a segunda. Mas isso é outra história.
Mas ficar anunciando a todo instante os números de pessoas infectadas e de mortos, suspender aulas e estabelecimentos públicos, usar máscara indiscriminadamente, só faz causar pânico nas pessoas e precarizar ainda mais o serviço público de saúde.
Parece-me claro que se fizermos uma campanha - intensiva, como a que está sendo feito - para diagnosticar outra doença, esta teria resultados preocupantes. E também que o acometimento de doenças do trato respiratório é bem maior em baixas temperaturas.
Então para que o pânico? Por que a mídia e o governo não direcionam ações e recursos em campanhas de educação em saúde? Não é só a gripe A H1N1 – a gripe suína – que merece tanto cuidado assim.
As campanhas sobre higiene pessoal e cuidados para não contrair doenças deveriam ser uma constante. Afinal, existem tantas outras enfermidades facilmente transmissíveis que entopem os ambulatórios e hospitais desse Brasil sem que as pessoas se conscientizem de certos cuidados.
Sem dúvida que outros motivos fundamentais como a falta de saneamento básico, recursos humanos e financeiros – sem falar da corrupção – degeneram nossa frágil saúde pública.
Mas se Deus tiver que nos acudir – e porque não livrar - que seja dessa gente hipócrita e gananciosa que domina tanto o produto dos estudos científicos quanto o dos meios de produção, incluindo aí o da comunicação.
Termino com duas frases que li no msn do Tio Siri: Quatro mil pessoas têm a gripe A e quase todo mundo quer usar máscara. 33 milhões têm Aids e quase ninguém quer usar camisinha.

Um comentário:

  1. Lamentável! Ouvi de um cliente da loja em que trabalho que isso seria "o fim dos tempos". Esse comentário me inspirou um post revoltadíssimo! Falta muita instrução para o povo não ter como lei tudo o que veem na tv, leem nos jornais e escutam nas rádios. As pessoas ainda não sabem filtrar o que ouvem!
    bjoos

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