O que podes dizer?

Quando você vem?
De verdade, quando é?
Já te espero há tanto tempo
Num instante, destempero
Sorumbático me percebo
Que ainda estou a desejar

Mas quando você vem?

Dia desses, de pé no sol
Ou com o costumeiro vento no rosto
Ainda esqueço-me de querer
Sem perceber que é impossível
Demasiada é essa vontade
Que você sabe muito bem

Mas então,
Quando é que você vem?

Da luz que sempre vem


 
...
Tem um vento sacudindo por aqui
Pensamentos remotos
De outonos febris
Reflexo dialético
Entre tantas contradições
Não tenho pressa de entender
Apenas apreço por viver
...